Federação PT e PSOL é negociada nos bastidores para 2026

A Federação PT e PSOL é negociada nos bastidores com aval do Planalto e enfrenta divisão interna no PSOL. O acordo pode redefinir a estratégia eleitoral da esquerda para 2026.
Federação PT e PSOL: Lula e Guilherme Boulos durante articulação para 2026
Presidente Lula e o ministro Guilherme Boulos em agenda política em meio às negociações sobre federação entre PT e PSOL para 2026. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Nos bastidores de Brasília, as articulações para as eleições de 2026 já mobilizam dirigentes partidários e o Palácio do Planalto. Nesse cenário, a Federação PT e PSOL passou a integrar a estratégia eleitoral entre os dois partidos, que intensificaram conversas reservadas para viabilizar um acordo formal.

A iniciativa tem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é acompanhada de perto pelo núcleo político do governo. Segundo a CNN Brasil, o chefe do Executivo pode atuar diretamente caso as negociações enfrentem resistências internas.

Federação PT e PSOL e o cálculo estratégico

Dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) discutem o desenho institucional da federação partidária. Esse modelo exige atuação conjunta no Congresso Nacional, alinhamento programático e compromisso de convivência durante toda a legislatura.

No entorno presidencial, há avaliação de que a aproximação pode consolidar palanques estaduais e ampliar a coordenação legislativa. A federação partidária entre PT e PSOL também reorganizaria bancadas parlamentares, tempo de propaganda eleitoral e estratégia nacional.

Relatos apontam que Lula considera o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) nomes com potencial de expansão política. A leitura reforça o interesse do Planalto na convergência entre as siglas.

Aliança entre as siglas expõe divisões internas

Apesar do avanço das conversas, a união PT e PSOL enfrenta resistência dentro do próprio PSOL. O grupo “Revolução Solidária”, liderado por Boulos, defende a formalização do acordo.

Em sentido oposto, a corrente “PSOL Popular” manifesta posição contrária. Integrantes avaliam que a federação pode reduzir a autonomia partidária e alterar o equilíbrio interno da legenda.

Além disso, aliados de Boulos afirmam que o ministro poderia migrar para o PT, mas apenas após as eleições. A possibilidade não integra a negociação imediata e dependeria do ambiente partidário após 2026.

Federação PT e PSOL no cenário eleitoral

A Federação PT e PSOL surge em um contexto de reorganização do campo progressista diante das eleições gerais. O modelo impõe disciplina comum, registro conjunto na Justiça Eleitoral e coordenação estratégica contínua.

O avanço da Federação PT e PSOL dependerá da superação das divergências internas e da formalização jurídica do acordo. O desfecho indicará se a esquerda disputará 2026 sob uma mesma estrutura partidária ou manterá trajetórias separadas no tabuleiro nacional.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua na cobertura de política e geopolítica no J1, com produção de conteúdos analíticos voltados ao cenário institucional, relações internacionais e dinâmicas de poder. Também colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), reforçando o compromisso com apuração rigorosa e checagem de fatos.

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