O financiamento imobiliário para empresas ganhou uma nova frente de atuação no Nordeste com a ampliação da linha do Banco do Nordeste (BNB), anunciada nesta semana. A instituição confirmou a oferta de R$ 5,6 bilhões para micro e pequenas empresas (MPEs) interessadas em adquirir imóvel próprio destinado à atividade econômica.
Os recursos vêm do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e permitem a compra de imóveis novos ou usados, com valor de até R$ 4,3 milhões. O prazo total do contrato pode chegar a 15 anos, com carência de até quatro anos, estrutura desenhada para aliviar o fluxo de caixa no início da operação.
Financiamento imobiliário para empresas e regras de acesso
Para acessar o financiamento imobiliário para empresas, o BNB exige que a empresa esteja formalmente registrada e em funcionamento há pelo menos 12 meses. A sede precisa estar localizada em municípios da área de atuação do banco. O que, portanto, inclui os estados do Nordeste e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Além disso, o imóvel financiado deve estar em perímetro urbano, contar com infraestrutura básica, como arruamento, água e energia elétrica. E, além disso, apresentar boas condições de conservação. A área total, somando terreno e edificação, não pode ultrapassar 10 mil metros quadrados.
Segundo o diretor de Negócios do BNB, Vandir Farias, a linha se diferencia por operar com recursos subsidiados e prever bônus de adimplência. Para ele, esse desenho reduz o custo da operação em relação a linhas tradicionais e permite que o empresário transforme o aluguel em ativo permanente. Fortalecendo, assim, a estrutura patrimonial da empresa.
Crédito imobiliário empresarial e restrições societárias
O crédito para financiamento imobiliário para empresas também impõe restrições claras para evitar conflitos societários. Portanto, o superintendente de Micro e Pequenas Empresas e Pessoa Física do BNB, André Bernard Lima, afirma que o vendedor do imóvel não pode ser sócio nem ter parentesco até o segundo grau com qualquer sócio ou administrador da empresa compradora.
Além disso, a destinação do imóvel precisa ser exclusivamente produtiva, vedando uso residencial ou desvios da finalidade econômica declarada. Essa exigência reforça o caráter do crédito como instrumento de investimento empresarial, e não patrimonial pessoal.
Financiamento imobiliário para empresas no contexto regional
Ao direcionar R$ 5,6 bilhões para essa modalidade, o financiamento imobiliário para empresas passa a integrar a estratégia de ampliação da base produtiva regional. A substituição de despesas recorrentes por formação de capital fixo tende a melhorar indicadores de sustentação financeira, acesso futuro a garantias e estabilidade operacional das MPEs.
No ambiente atual de juros ainda elevados no crédito privado, linhas lastreadas no FNE ganham espaço como alternativa viável para empresários que buscam previsibilidade e planejamento de longo prazo. O avanço desse tipo de operação reforça o papel do crédito direcionado como ferramenta econômica estruturante no Nordeste.