O ataque dos EUA ao Irã pode ser iniciado já neste sábado (21/02), segundo CBS News e CNN, que citam fontes do governo americano. As Forças Armadas estariam prontas após o envio de dois porta-aviões, reforço de caças, sistemas de defesa aérea e navios de ataque ao Oriente Médio. Ainda assim, a ordem final depende de Donald Trump.
O reforço militar ocorre enquanto Washington negocia limites para o programa nuclear iraniano. As conversas indiretas em Genebra duraram três horas e meia e terminaram sem acordo fechado. Um negociador iraniano falou em “princípios orientadores”, mas um funcionário americano afirmou que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. O impasse diplomático, contudo, agora divide espaço com a preparação operacional.
Diplomacia pressionada por demonstração de força no ataque dos EUA ao Irã
O Pentágono iniciou a transferência de funcionários americanos da região, medida comum em cenários de conflito iminente. Para a CBS, uma eventual ofensiva pode se estender além do fim de semana. A movimentação naval elevou o alerta nas bases americanas no Oriente Médio.
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, declarou que o presidente leva o tema “a sério” e que existem “vários argumentos” para justificar uma ação. Ao mesmo tempo, afirmou que Trump ainda prioriza a diplomacia ao invés do ataque dos EUA ao Irã. A ambiguidade revela cálculo político e militar que vai além do confronto direto.
Teerã ameaça retaliação e amplia o tabuleiro regional
O governo iraniano afirmou que atacará instalações militares dos Estados Unidos na região caso seja bombardeado. Por outro lado, também anunciou exercícios navais conjuntos com a Rússia no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico. O gesto adiciona componente geopolítico à crise.
O portal Axios avaliou que os Estados Unidos estão mais próximos de uma guerra regional do que a maioria dos americanos imagina, com possível envolvimento de Israel. O secretário de Estado, Marco Rubio, viajará a Israel em 28 de fevereiro para atualizar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sobre as negociações. A articulação diplomática, portanto, ocorre sob pressão militar.
Decisão de Trump envolve cálculo eleitoral e equilíbrio regional
Segundo a CNN, Trump argumentou em privado tanto a favor quanto contra a ofensiva e consultou aliados sobre riscos de escalada. Em janeiro, quase autorizou ataque após repressão a protestos no Irã, conforme o Axios. Agora, avalia impactos que vão além do campo militar.
O ataque dos EUA ao Irã deixou de ser apenas hipótese operacional e tornou-se teste de estratégia global. Uma ação pode afetar preços de energia, alianças no Golfo Pérsico e a posição dos Estados Unidos na segurança regional. Se optar pela força, Trump assumirá risco que pode redefinir o equilíbrio no Oriente Médio — e seu próprio cenário político interno.