Liberdade condicional do goleiro Bruno entra em risco na Justiça do Rio

A liberdade condicional do goleiro Bruno enfrenta novos obstáculos no Rio. O Ministério Público pediu sua revogação pela falta de regularização. Com prazo de cinco dias para correção, sua situação se agrava, com risco de retorno ao regime prisional. Quais serão os desdobramentos?

A liberdade condicional do goleiro Bruno entrou em zona de risco após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pedir à Justiça a revogação do benefício concedido em janeiro de 2023. O motivo é objetivo: a falta de formalização do livramento condicional junto ao Conselho Penitenciário.

A Vara de Execuções Penais (VEP) constatou que Bruno Fernandes de Souza não compareceu para oficializar o benefício, apesar de diversas tentativas de intimação, todas sem êxito. Diante disso, a Justiça concedeu prazo final de 5 dias para regularização. Caso a exigência não seja cumprida, pode ser expedido mandado de prisão, com retorno ao regime prisional para cumprimento do restante da pena.

Além disso, o juiz Rafael Estrela Nóbrega determinou a interrupção do cômputo da pena no período entre a concessão do livramento e sua formalização. Essa decisão impacta diretamente a execução penal e o cálculo do término da condenação, atualmente previsto para 8 de janeiro de 2031.

O caso ganhou maior visibilidade após o ex-goleiro publicar imagens nas redes sociais em frente ao Maracanã, celebrando o retorno ao estádio como torcedor do Flamengo. Embora a exposição pública não configure infração penal, ela ocorre em meio a uma pendência judicial não resolvida.

A liberdade condicional do goleiro Bruno, neste estágio, depende exclusivamente do cumprimento formal da decisão judicial. Sem isso, o benefício pode ser cancelado de forma imediata.

Histórico para liberdade condicional do goleiro Bruno

Condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão, Bruno iniciou o cumprimento da pena em regime fechado. Em fevereiro de 2017, após seis anos e sete meses preso, obteve habeas corpus por decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, em abril do mesmo ano, o plenário do STF reavaliou o caso e, por três votos a um, determinou seu retorno à prisão. Já em julho de 2019, a Justiça de Varginha autorizou a progressão para o regime semiaberto, permitindo que deixasse o presídio no dia seguinte.

Desde janeiro de 2023, o Goleiro Bruno cumpre pena em liberdade condicional do goleiro Bruno, agora sob risco de revogação por pendência formal na execução penal.

Foto de Jackson Pereira Jr

Jackson Pereira Jr

Jackson Pereira Jr. é jornalista e empreendedor, fundador do Sistema BNTI de Comunicação. Integra a equipe editorial do J1 News, com produção de conteúdos e análises voltadas às editorias de política, economia, negócios, tecnologia e temas de interesse público. Também atua editorialmente no Economic News Brasil e no Boa Notícia Brasil.

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