Exposição “O Futuro das Profissões” provoca reflexões sobre trabalho e educação no Museu da Indústria do Ceará

A exposição “O Futuro das Profissões”, realizada no Museu da Indústria do Ceará, convida o público a refletir sobre as transformações no mercado de trabalho, na educação e no uso da tecnologia.
Ricardo Cavalcante discursa na abertura da Exposição “O Futuro das Profissões” no Ceará
Ricardo Cavalcante destaca a importância da educação e da inovação durante a abertura da Exposição “O Futuro das Profissões”. Fotos: Laura Guerreiro/Sistema FIEC

A Exposição “O Futuro das Profissões” estreou nesta terça-feira (03/02) no Museu da Indústria do Ceará e abriu espaço para um debate direto sobre como educação, tecnologia e mercado de trabalho se reorganizam. A partir desta quarta-feira (04/02), o público pode visitar a mostra, que integra uma iniciativa nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) e já circulou por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Desenvolvida pelo SESI Lab, a exposição aposta em um formato interativo e não cronológico para tratar do passado, do presente e das possibilidades das ocupações profissionais. Com isso, o projeto parte da constatação de que trajetórias lineares deixaram de orientar o mundo do trabalho. Em seu lugar, ganham espaço o aprendizado contínuo e a adaptação constante.

Exposição “O Futuro das Profissões” e o desafio da formação

A chegada da Exposição “O Futuro das Profissões” ocorre em meio a transformações digitais que impactam diretamente a indústria e os sistemas de ensino. Nesse cenário, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, ressalta que o debate vai além das profissões que podem surgir.

Para ele, o foco está nas capacidades que permitem aprender ao longo da vida.

Segundo Cavalcante, a mostra levanta questões centrais sobre educação, inovação e inclusão. Em vez de respostas fechadas, o conteúdo estimula questionamentos e amplia o entendimento sobre o peso crescente das competências técnicas e comportamentais em um ambiente profissional mais instável.

Além disso, essa abordagem dialoga com estudantes, educadores e empresas ao tratar a empregabilidade como um processo permanente. Dessa forma, a experiência se conecta ao cotidiano de jovens que se preparam para escolhas acadêmicas em um contexto de mudanças tecnológicas aceleradas.

Mercado de trabalho e tecnologia em transformação

Na avaliação do diretor superintendente nacional do SESI, Paulo Mól, o avanço tecnológico já altera funções e impõe novas posturas no trabalho. Para ele, a tecnologia integra a vida produtiva e exige preparo, autoconhecimento e reflexão sobre habilidades individuais.

Paralelamente, o SESI Ceará amplia sua atuação educacional, com crescimento expressivo no número de alunos matriculados nas escolas da rede SESI SENAI. Esse avanço reforça a estratégia de articular formação básica, ensino técnico e debates sobre o futuro do trabalho em espaços como o Museu da Indústria.

A escolha do Ceará para sediar a exposição também se sustenta no papel educativo do museu. Em 2025, mais de 50 mil pessoas passaram pelo local, que se consolidou como ambiente de discussão sobre indústria, cultura e qualificação profissional.

Exposição “O Futuro das Profissões” como experiência educativa

Além dos recursos interativos, a Exposição “O Futuro das Profissões” inclui dinâmicas educativas, como a atividade “Cápsula do Tempo: Meu Eu no Futuro”. Nessa proposta, estudantes do Ensino Médio registram expectativas profissionais e pessoais, que serão revisitadas em 2031.

Para a coordenação pedagógica do museu, a iniciativa dialoga com um período decisivo da vida dos jovens. Ao integrar escolhas profissionais, projetos de vida e desenvolvimento humano, a experiência amplia o olhar sobre carreira.

Assim, ao priorizar reflexão em vez de previsões fechadas, a exposição reforça que o futuro do trabalho começa a ser construído agora, a partir de decisões educacionais alinhadas à inovação, à indústria e à sociedade.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua na cobertura de política e geopolítica no J1, com produção de conteúdos analíticos voltados ao cenário institucional, relações internacionais e dinâmicas de poder. Também colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), reforçando o compromisso com apuração rigorosa e checagem de fatos.

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