Clientes do Agibank são afetados por vazamento de dados ligados ao Pix

Um vazamento de dados Pix expôs 5.290 chaves do Agibank, segundo o Banco Central. O caso não atingiu saldos nem senhas, mas reacende debate sobre segurança digital. Continue lendo e saiba mais.
Aplicativo ilustrando o vazamento de dados Pix comunicado pelo Banco Central
Banco Central divulgou primeiro vazamento de dados Pix de 2026 envolvendo o Agibank. (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Um vazamento de dados do Pix marcou o primeiro incidente de 2026 envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos. Nessa sexta-feira (13/02), o Banco Central informou que 5.290 chaves vinculadas ao Banco Agibank S.A. tiveram informações cadastrais expostas.

Segundo a autoridade monetária, a exposição ocorreu entre 26 de dezembro de 2024 e 30 de janeiro de 2025. Trata-se do 21º registro desde o lançamento do sistema de pagamentos instantâneos, em novembro de 2020.

Vazamento de dados Pix e o que foi exposto

O vazamento de dados do Pix envolveu nome do usuário, CPF com máscara, instituição de relacionamento, agência, número e tipo de conta. De acordo com o Banco Central, não houve exposição de senhas, saldos, extratos bancários ou qualquer dado protegido por sigilo bancário.

A autarquia afirmou que o problema decorreu de falhas pontuais em sistemas da instituição financeira. Ainda conforme o BC, o caso foi classificado como de baixo impacto potencial para os clientes.

Além disso, a autoridade explicou que o vazamento de dados não significa necessariamente captura efetiva das informações do Pix. No entanto, reconheceu que terceiros podem ter visualizado os dados durante o período indicado.

Incidente no sistema de pagamentos instantâneos

Embora a comunicação não fosse obrigatória, o Banco Central declarou que decidiu tornar público o episódio em nome do “compromisso com a transparência”. A autarquia mantém página específica para registro de incidentes relacionados ao Pix e à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Além disso, o BC informou que todos os clientes afetados pelo vazamento de dados Pix serão avisados exclusivamente pelo aplicativo ou internet banking do Agibank. A orientação oficial é desconsiderar ligações telefônicas, SMS, mensagens ou e-mails sobre o caso.

O episódio reacende discussões sobre governança, segurança digital e monitoramento das instituições participantes do arranjo. Desde 2020, quando Pix passou a funcionar, todos os 21 casos divulgados envolveram apenas dados cadastrais.

Vazamento de dados Pix e possíveis sanções

O Banco Central afirmou que o caso será investigado. Conforme as regras do arranjo e da regulação financeira, sanções podem incluir multa, suspensão ou até exclusão do sistema, dependendo da gravidade apurada.

O vazamento de dados Pix, portanto, não atingiu movimentações financeiras, mas reforça o escrutínio sobre os mecanismos de compliance, proteção de dados e supervisão bancária. Em um ambiente de alta digitalização dos serviços financeiros, cada incidente amplia a pressão por controles internos mais robustos e respostas rápidas das instituições.

Foto de Moises Freire Neto

Moises Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista, formado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação focada em economia, mercado de trabalho, indústria e políticas públicas. Integra as equipes editoriais do J1 e do Economic News Brasil, veículos do Sistema BNTI de Comunicação. Sua produção é voltada à análise de dados, decisões institucionais e impactos econômicos, com abordagem crítica, rigor factual e interesse público.

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