Casa Branca reage à decisão da Suprema Corte sobre tarifas de Trump em 2026

De acordo com o presidente, as tarifas de Trump devem avançar em 2026, mesmo após decisão da Suprema Corte. O governo busca novas bases legais para manter taxação ampla e sustentar estratégia comercial agressiva. Saiba mais.
tarifas de Trump 2026 durante anúncio na Casa Branca
Presidente dos EUA afirma ainda ter opções para manter taxações apesar da decisão do Congresso . (Foto: Reprodução)

As tarifas de Trump em 2026 voltaram ao centro do debate em Washington nesta sexta-feira (20/02), após o presidente anunciar a imposição de uma tarifa global de 10%, mesmo depois da Suprema Corte limitar o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A declaração marca novo embate institucional e reforça o tom agressivo da política comercial dos Estados Unidos.

Trump afirmou que ainda dispõe de alternativas para sustentar a taxação ampla de importações. Segundo ele, “as tarifas foram usadas para encerrar cinco das oito guerras que eu já resolvi, incluindo a entre Índia e Paquistão”. O presidente também declarou que a medida fortaleceu a segurança nacional e reduziu a entrada de imigrantes.

Tarifas de Trump 2026 e o limite imposto pela Suprema Corte

Conforme analisado pelo Economic News Brasil, a Suprema Corte invalidou a base jurídica usada anteriormente para aplicar tarifas globais sob a IEEPA. Os juízes rejeitaram a tese de autoridade ampla do Executivo em matéria comercial, impondo freios institucionais ao segundo mandato.

Ainda assim, especialistas avaliam que o impacto pode ser parcial. “É difícil ver qualquer caminho aqui em que as tarifas acabem”, afirmou Kathleen Claussen, professora de direito comercial da Universidade Georgetown. Para ela, o governo pode reconstruir o arcabouço com outros dispositivos legais.

Escalada tarifária e instrumentos alternativos

As novas tarifas de Trump em 2026 integram uma escalada iniciada no retorno à Casa Branca. A tarifa média dos Estados Unidos subiu de 2,5% para quase 17% em um ano, o maior nível desde 1934, segundo o Budget Lab da Universidade Yale.

Entre as alternativas está a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite impor tarifas após investigação formal. Há ainda a Seção 122, que autoriza taxas de até 15% por 150 dias para enfrentar desequilíbrios comerciais, e a Seção 232, usada para justificar medidas por razões de segurança nacional.

Além disso, a Seção 338 da Lei Tarifária de 1930 permite tarifas de até 50% contra países que discriminem empresas americanas. Além disso, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou o dispositivo como possível “plano B”.

O que está em jogo nas tarifas de Trump 2026

As tarifas de Trump tornaram-se pilar da estratégia econômica e externa do governo. O aumento das taxas de importação reconfigura cadeias globais de suprimentos, pressiona parceiros comerciais e altera expectativas de inflação e crescimento.

Portanto, enquanto a Suprema Corte delimita o alcance da IEEPA, a Casa Branca sinaliza que não pretende recuar. O embate entre Executivo e Judiciário adiciona incerteza ao comércio internacional, mas indica que a política tarifária seguirá como eixo central da agenda econômica americana.

Foto de Moises Freire Neto

Moises Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista, formado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação focada em economia, mercado de trabalho, indústria e políticas públicas. Integra as equipes editoriais do J1 e do Economic News Brasil, veículos do Sistema BNTI de Comunicação. Sua produção é voltada à análise de dados, decisões institucionais e impactos econômicos, com abordagem crítica, rigor factual e interesse público.

Veja também:

Algum fato relevante chamou sua atenção?

Envie fatos, registros e informações para análise da redação do J1 News.

Publicidade