Preços do arroz e feijão sofreram queda em 2025, mostram dados

O preço do arroz e feijão caiu em 2025, segundo dados consolidados da Neogrid. Mesmo com oscilações no abastecimento, os valores médios recuaram e ajudaram a reduzir a pressão dos alimentos básicos.
Preço do arroz e feijão em destaque na alimentação básica do brasileiro
Arroz e feijão encerraram 2025 com preços mais baixos, segundo dados consolidados da Neogrid. (Foto: rReprodução)

O preço do arroz e do feijão encerrou 2025 em níveis mais baixos do que no início do ano, segundo dados consolidados da Neogrid, empresa brasileira em soluções para a gestão automática da cadeia de suprimentos. O recuo ocorreu apesar de oscilações no abastecimento ao longo do período, indicando uma dinâmica de preços dissociada de episódios pontuais de indisponibilidade no varejo.

No acumulado de 2025, os recuos se concentraram principalmente no feijão, mas também alcançaram o arroz em suas principais categorias. Além disso, a leitura do fechamento anual indica desaceleração nos preços de alimentos básicos, conforme a dinâmica observada na cadeia de suprimentos e no consumo doméstico.

Preço do arroz e feijão ao longo de 2025

O detalhamento dos preços ao longo de 2025 mostra que a queda foi generalizada, mas com intensidades distintas entre tipos de feijão e categorias de arroz. Os dados consolidados permitem observar como cada variedade respondeu às condições de oferta e demanda ao longo do ano.

Feijão (fechamento de 2025):

  • Feijão-preto: queda de 31%, de R$ 8,84 em janeiro para R$ 6,10 em dezembro.
  • Feijão-fradinho: recuo de 17%, ao passar de R$ 10,04 para R$ 8,33.
  • Feijão-vermelho: baixa de 14,5%, de R$ 14,89 para R$ 12,73.

No caso do preço do arroz em comparação ao feijão, o comportamento também foi de retração ao longo do ano passado. Porém, com diferenças relevantes entre as versões mais consumidas e aquelas de perfil mais específico.

Arroz (fechamento de 2025):

  • Arroz branco: queda de 25,5%, de R$ 7,15/kg em janeiro para R$ 5,33/kg em dezembro.
  • Arroz parboilizado: retração de 26,4%, ao cair de R$ 6,71 para R$ 4,94.
  • Arroz integral: recuo mais moderado, de 7,7%, de R$ 12,13 para R$ 11,20.

Abastecimento e índice de ruptura no ano passado

Apesar da queda no preço do arroz e feijão, o abastecimento do varejo alimentar apresentou oscilações ao longo do ano. O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a indisponibilidade de produtos nas gôndolas, permite dimensionar esse comportamento.

Índice de Ruptura – varejo alimentar (2025):

  • Média anual: 12,28%, abaixo dos 13,09% registrados em 2024.
  • Comportamento: oscilações concentradas sobretudo no fim do calendário.

No recorte por categoria, os preços de feijão e arroz mantiveram níveis de indisponibilidade relativamente controlados no acumulado do ano, ainda que com aceleração no encerramento do período.

Ruptura por categoria (2025):

  • Feijão: média anual de 7,3%, com trajetória de alta no fim do ano.
  • Arroz: média anual de 7,7%, também com elevação pontual nos meses finais.

Segundo Robson Munhoz, chefe de relacionamento estratégico da Neogrid, parte dessas oscilações ocorreu no encerramento do ano. Inclusive quando a indústria reduz temporariamente o ritmo de produção e de entregas ao varejo.

Preço do arroz e feijão e a leitura do fechamento de 2025

Outras categorias reforçaram a leitura observada no preço do arroz e feijão. Os ovos, que sofreram influência de restrições temporárias às exportações ligadas a casos de gripe aviária em outros países, registraram forte oscilação na oferta ao longo do ano passado. Já o azeite apresentou melhora gradual no abastecimento no segundo semestre de 2025.

No fechamento do ano, o comportamento do preço do arroz e feijão ajudou a explicar a perda de força da inflação de alimentos em 2025, mesmo sem uma normalização plena da cadeia. A fotografia final do período indica que oferta, logística e ritmo industrial seguiram determinantes para a formação dos preços desses alimentos básicos.

Foto de Moises Freire Neto

Moises Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista, formado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação focada em economia, mercado de trabalho, indústria e políticas públicas. Integra as equipes editoriais do J1 e do Economic News Brasil, veículos do Sistema BNTI de Comunicação. Sua produção é voltada à análise de dados, decisões institucionais e impactos econômicos, com abordagem crítica, rigor factual e interesse público.

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