Um mutirão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entrará em operação a partir de 3 de fevereiro (03/02/2026) como parte de uma estratégia administrativa para acelerar a análise de benefícios represados fora do Plano de Gestão de Benefícios. A iniciativa foi definida pela presidência do INSS nesta terça-feira (27/01) e terá execução concentrada ao longo de 30 dias.
A expectativa do órgão é concluir a análise de cerca de 104 mil benefícios nesse período. O esforço ocorre em meio à pressão persistente sobre a fila previdenciária e busca aliviar estoques que não foram absorvidos pelo fluxo regular de concessões.
Mutirão do INSS e a reorganização interna
Grupos Especiais de Tarefas (GTs), criados nas Superintendências Regionais, ficarão a cargo de executar o mutirão do INSS. Esses grupos atuam de forma extraordinária, sem alterar regras de concessão, com foco exclusivo em processos fora do plano vigente.
A decisão partiu do presidente do INSS, Gilberto Waller, e envolve redistribuição funcional da carga de trabalho. A estratégia aposta na especialização das equipes para reduzir o tempo médio de análise e padronizar decisões administrativas.
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Divisão regional e tipos de benefícios
No desenho operacional, o mutirão do INSS adota uma divisão funcional por tipo de benefício, com redistribuição nacional das análises entre superintendências regionais. A lógica, portanto, é concentrar processos semelhantes em polos com maior familiaridade técnica, buscando ganho de escala e redução de retrabalho.
- São Paulo, Minas Gerais e região Sul: ficarão responsáveis pela análise dos benefícios por incapacidade em todo o país.
- Regiões Norte e Centro-Oeste: serão responsáveis pela análise dos benefícios rurais, que exigem maior conferência documental e verificação de vínculos.
Além disso, a segmentação combina especialização regional e volume de processos, ao concentrar análises homogêneas em estruturas específicas do instituto.
Mutirão do INSS e a fila previdenciária
O mutirão do INSS atua como resposta pontual ao acúmulo de pedidos fora do planejamento regular. O volume estimado representa uma parcela relevante do estoque atual, ainda que não elimine o problema estrutural da fila.
Analistas em gestão pública avaliam que ações concentradas tendem a se repetir enquanto persistirem gargalos operacionais. O desafio do INSS, no entanto, segue na capacidade permanente de processamento e não apenas em medidas extraordinárias como o mutirão do INSS.