A plano de modernização de aeroportos brasileiros idealizado pelo governo federal entrou em nova etapa nesta quarta-feira (11/02), com o anúncio de R$ 4,64 bilhões em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O pacote, portanto, integra um investimento total de R$ 5,3 bilhões, estruturado com participação do Santander, para requalificar 11 terminais em quatro estados.
Hoje, esses aeroportos movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano. Com as intervenções previstas, a capacidade poderá superar 40 milhões anuais, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, ampliando a capacidade operacional da malha aérea regional.
Modernização de aeroportos amplia capacidade e infraestrutura
Entre os projetos para modernização de aeroportos, o Aeroporto de Congonhas (SP) concentra a maior ampliação física. O terminal de passageiros passará de 40 mil metros quadrados para 105 mil metros quadrados. Além disso, sete novas pontes de embarque serão instaladas, elevando a eficiência do terminal de passageiros e reduzindo gargalos logísticos.
O plano contempla aeroportos nas seguintes cidades:
- Congonhas (SP)
- Campo Grande (MS)
- Ponta Porã (MS)
- Corumbá (MS)
- Santarém (PA)
- Marabá (PA)
- Carajás (PA)
- Altamira (PA)
- Uberlândia (MG)
- Uberaba (MG)
- Montes Claros (MG)
A ampliação da infraestrutura aeroportuária busca fortalecer a malha regional, ampliar a conectividade aérea. E, além disso, redistribuir fluxos além dos grandes hubs nacionais.
Expansão da infraestrutura aérea e estratégia regional
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a intenção do plano de modernização de aeroportos é transformar os chamados “cintos aeroviários” em polos de desenvolvimento. Além disso, segundo ele, hotéis e universidades já demonstraram interesse em se instalar no entorno das concessões, ampliando a função econômica dos terminais.
Inclusive, após participar do CEO Conference Brasil, promovido pelo BTG Pactual na terça-feira (10/02), o ministro declarou que a percepção do mercado financeiro mudou em relação à pasta.
“Quando eu assumi o ministério, existia um preconceito do mercado financeiro e agora estavam todos elogiando”, afirmou.
A estrutura combina financiamento de longo prazo, crédito privado e participação do BNDES, dentro de um modelo de concessões aeroportuárias. O desenho, além disso, assegura previsibilidade contratual e reduz riscos para operadores e investidores, segundo integrantes da equipe econômica.
Modernização de aeroportos e redesenho do tráfego nacional
Com a modernização de aeroportos, o governo projeta ampliar a oferta de slots, além de estimular rotas regionais e fortalecer hubs intermediários. Nesse contexto, a estratégia dialoga com a interiorização do tráfego aéreo e com a necessidade de integrar capitais a cidades médias com maior dinamismo econômico.
O avanço da modernização de aeroportos ocorre em um cenário de recuperação gradual do setor, após oscilações de demanda e reestruturações empresariais. O governo federal, portanto, busca sustentar crescimento de passageiros, atrair novos empreendimentos no entorno e consolidar um novo ciclo de investimento em transporte aéreo no país.