Minha Casa Minha Vida projeta 1 milhão de novos contratos em 2026

O Minha Casa Minha Vida prevê 1 milhão de contratos em 2026 e mais 1 milhão em 2027, impulsionado pela ampliação para a classe média e pelo uso de recursos do FGTS. Continue lendo e saiba mais.
Minha Casa Minha Vida com novos empreendimentos habitacionais
Programa já responde por 85% dos lançamentos imobiliários no país, de acordo com o ministro de Cidades (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O Minha Casa Minha Vida deve contratar o lançamento de 1 milhão de imóveis em 2026 e repetir o volume em 2027, segundo o ministro das Cidades, Jader Filho. Com isso, o programa alcançará três milhões de unidades financiadas entre 2023 e 2026, período do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse avanço ocorre, sobretudo, após a ampliação das regras do Minha Casa Minha Vida, que passou a financiar imóveis também para famílias de classe média com renda mensal de até R$ 12 mil. Nesse cenário, o programa já responde por cerca de 85% dos lançamentos imobiliários no país, de acordo com o ministro. O que, portanto, reforça seu peso no mercado habitacional e na geração de empregos.

Histórico do Minha Casa Minha Vida

Criado em 2009, o Minha Casa Minha Vida é o principal programa habitacional do governo federal voltado ao financiamento de moradias no Brasil. A iniciativa utiliza recursos do FGTS para viabilizar imóveis com condições diferenciadas de juros e prazos, conforme a faixa de renda das famílias atendidas.

Os números destacados por Jader Filho mostram a escala do programa:

  • 1 milhão de unidades previstas para 2026
  • 1 milhão adicional programado para 2027
  • 3 milhões de imóveis financiados entre 2023 e 2026
  • Renda familiar atendida de até R$ 12 mil por mês
  • Participação de cerca de 85% nos lançamentos imobiliários

Leia também: Minha Casa Minha Vida sustenta alta dos lançamentos em São Paulo em 2025

Além disso, o ministro afirmou que a capacidade financeira do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), principal fonte de recursos, sustenta o ritmo anual de contratações. Por outro lado, ele descartou novas reduções nas taxas de juros subsidiadas, que já atingem o menor patamar histórico para as faixas de renda mais baixas.

No campo do crédito, Jader Filho avaliou que mudanças recentes conduzidas pelo Banco Central, como a liberação de compulsórios, somadas ao ciclo de queda da Selic, hoje em 15% ao ano, podem elevar a participação do crédito imobiliário de 12% para até 20% do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo de 20 anos, ampliando ainda mais o alcance do Minha Casa Minha Vida.

Foto de Moises Freire Neto

Moises Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista, formado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação focada em economia, mercado de trabalho, indústria e políticas públicas. Integra as equipes editoriais do J1 e do Economic News Brasil, veículos do Sistema BNTI de Comunicação. Sua produção é voltada à análise de dados, decisões institucionais e impactos econômicos, com abordagem crítica, rigor factual e interesse público.

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