Um investimento no Porto do Pecém, no Ceará, foi aprovado pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante e integra um pacote nacional de R$ 5,1 bilhões destinado à modernização portuária. No Ceará, o projeto prevê R$ 795,1 milhões para a implantação de um novo Terminal de Uso Privado, com estimativa de cerca de mil empregos diretos.
Além do complexo cearense, o colegiado vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) autorizou outros oito empreendimentos, que juntos podem gerar 5.346 vagas diretas. Segundo o ministério, as iniciativas buscam ampliar a capacidade operacional, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a infraestrutura portuária nacional.
Investimento no Porto do Pecém e a estratégia logística
O novo terminal privado amplia a inserção do Pecém no fluxo de comércio exterior, especialmente no escoamento de cargas industriais e minerais. O complexo, inclusive, já atua como ponto de conexão entre a produção regional e o transporte marítimo internacional, apoiado por integração com a malha ferroviária.
Tomé Franca, secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, afirmou que o Fundo exerce papel estratégico ao apoiar projetos que expandem a capacidade logística do país. Para ele, a decisão contribui para geração de emprego e fortalecimento econômico nas regiões atendidas.
Já Otto Luiz Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação, declarou que melhorar a infraestrutura portuária abre espaço para novos negócios e amplia oportunidades locais. Ele destacou que o investimento em logística favorece o desenvolvimento regional.
Expansão portuária e modernização de terminais nacionais
Além de investimentos no Porto do Pecém, o pacote inclui ainda R$ 678,2 milhões para modernização dos Terminais 16 e 17 no Porto de Santos, vinculados à Operadora CLI Sul. Além disso, em Paranaguá (PR), a ampliação do terminal PAR-09 receberá R$ 1,14 bilhão, com previsão de 1.200 empregos diretos.
No Norte e Nordeste, os recursos contemplam o Porto de Santana (AP), com R$ 127,8 milhões para sistema de armazenagem e expedição, e o Porto de Aratu (BA), com novos silos e melhorias estruturais. De acordo com comunicado do MPor, as intervenções devem tornar as operações mais ágeis e organizadas, ampliando a capacidade de atendimento.
O Fundo da Marinha Mercante pode financiar até 90% dos empreendimentos. Inclusive, por meio de instituições como BNDES, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal. Após a aprovação, as empresas têm até 450 dias para formalizar a contratação do crédito.
Investimento no Porto do Pecém no cenário nacional
O investimento no Porto do Pecém ocorre em um contexto de crescente demanda por eficiência na cadeia logística brasileira. Portos competem por cargas do agronegócio, da mineração e da indústria, pressionados por custos operacionais e pela necessidade de ampliar a competitividade internacional.
Ao integrar um pacote bilionário de modernização, o investimento no Porto do Pecém reforça a posição do terminal cearense na estratégia nacional de logística e exportação. Consolidando, assim, sua participação no redesenho da infraestrutura portuária brasileira.