As exportações de petróleo da Petrobras alcançaram média de 765 mil barris por dia em 2025, alta de 27% em relação ao ano anterior, informou a estatal nessa terça-feira (10/02). No quarto trimestre, o volume chegou a 1 milhão de barris diários, novo recorde. Consolidando, assim, o petróleo como principal item da balança comercial brasileira pelo segundo ano consecutivo.
O avanço das exportações de petróleo Petrobras ocorreu em paralelo à expansão da produção no pré-sal. Sobretudo, no campo de Búzios, onde novas unidades elevaram a capacidade instalada. Esse ganho operacional ampliou a oferta ao mercado externo e reforçou a estratégia de comércio exterior da companhia.
Exportações de petróleo Petrobras ganham escala
Para sustentar o avanço das exportações de petróleo da Petrobras, a companhia elevou a produção em 2025. A extração média, portanto, atingiu 2,3 milhões de barris por dia, um aumento de 11% frente ao ano anterior. Além disso, com o gás natural, o volume total chegou a 2,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ampliando a oferta ao mercado externo.
Parte desse resultado veio da entrada de três plataformas offshore no pré-sal. A Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, produz 240 mil barris diários e superou a capacidade prevista. Já a P-79, que chegou ao campo nesta terça-feira (10/02), acrescentará 180 mil barris por dia quando operar plenamente, reforçando a base das exportações de petróleo da Petrobras.
Segundo Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção (E&P), a empresa encerrou o ano com “resultados históricos”. Ela afirmou que a companhia superou as metas operacionais, mesmo em um ambiente internacional menos favorável ao petróleo. A conquista, inclusive, contribuiu para o Brasil ter atingido maior valume de exportação de petróleo em quase 3 anos.
Avanço das vendas externas e reposição de reservas
A expansão das exportações de petróleo da Petrobras coincidiu com a ampliação das reservas provadas. Em 2025, a empresa descobriu 1,7 barril para cada barril produzido, fortalecendo a reposição de recursos no litoral do Sudeste e garantindo sustentação à curva de produção futura.
No mercado internacional, a China manteve a liderança como principal destino do petróleo brasileiro. No quarto trimestre, a Índia respondeu por 12% do volume exportado, enquanto a Europa ficou com 13%. Essa diversificação da carteira, portanto, reduz riscos comerciais e dá previsibilidade às exportações de petróleo Petrobras.
Organizações ambientalistas, porém, questionam o ritmo de expansão voltado ao exterior. No fim de janeiro, entidades recomendaram ao governo que estabeleça limites compatíveis com o consumo interno, argumentando que a redução do excedente poderia diminuir a pressão por novas áreas exploratórias, como a Foz do Amazonas.
Exportações de petróleo Petrobras no debate estratégico
O governo defende que a renda petrolífera sustenta investimentos públicos e reforça a arrecadação. Ao mesmo tempo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou a elaboração de um plano para reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis, segundo declarações oficiais.
Nesse cenário, as exportações de petróleo Petrobras se consolidam como eixo da estratégia energética e comercial da companhia. Ao combinar aumento de produção, reposição de reservas e diversificação de mercados, a estatal amplia sua inserção no comércio global de energia e redefine o peso do petróleo na economia brasileira.