O consumo do brasileiro em 2026 deve assumir um novo padrão a partir da entrada em vigor das mudanças no Imposto de Renda (IR). A ampliação da isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil alcança cerca de 15 milhões de contribuintes. Além disso, pode liberar R$ 25,4 bilhões na economia, alterando a dinâmica do orçamento das famílias.
É relevante destacar que, com as novas regras do Imposto de Renda, será possível notar reflexos no consumo do brasileiro em diversos setores. O novo modelo também estabelece uma transição mais gradual para salários intermediários, reduzindo o impacto do imposto entre quem recebe até R$ 7.350. Esse formato melhora a previsibilidade financeira e pode gerar uma economia anual próxima de R$ 4 mil por trabalhador, considerando o décimo terceiro salário.
Já para rendas mais elevadas, o cenário permanece estável. De acordo com informação publicada pelo Economic News Brasil, salários acima de R$ 7.351 continuam sujeitos ao sistema progressivo tradicional. As alíquotas variam de 7,5% a 27,5%. Apesar disso, a Receita Federal divulgou nota com o detalhamento das faixas de enquadramento para 2026. Portanto, mantém inalterada a tributação incidente sobre esses níveis de renda, causando impactos variados no consumo do brasileiro.
Essa diferenciação ajuda a explicar por que o consumo do brasileiro em 2026 tende a crescer de forma direcionada. Com maior renda líquida disponível já no pagamento dos salários de fevereiro, parte dos trabalhadores passa a priorizar decisões de médio prazo, como educação, qualificação profissional e desenvolvimento de carreira.
“A redução do peso do imposto no orçamento permite escolhas mais pensadas, especialmente ligadas à formação profissional”, afirma Jéssica Giustino, superintendente de franquias do CEBRAC.
Com o volume de recursos envolvido na medida, o consumo do brasileiro deixa de refletir apenas a renda de curto prazo e passa a incorporar decisões com impacto direto na produtividade e na geração de renda futura.