A bandeira tarifária em fevereiro será verde, mantendo a conta de luz sem cobrança extra para os consumidores. A decisão foi anunciada nessa sexta-feira (30/01) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e reflete um cenário hidrológico mais favorável no início do ano.
Segundo a reguladora, as chuvas registradas na segunda quinzena do mês melhoraram o nível dos reservatórios em regiões-chave do Sistema Interligado Nacional. O que, portanto, sustenta a geração hidrelétrica e reduz custos operacionais no curto prazo.
Bandeira tarifária em fevereiro e a leitura do sistema
A manutenção da cor verde indica que o custo variável da geração permanece sob controle. Com reservatórios em recuperação no Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, o sistema consegue atender à demanda sem recorrer a fontes mais onerosas.
A Aneel afirmou que, nesse contexto, não houve necessidade de acionar usinas termelétricas mais caras. Essa decisão preserva a tarifa de energia, evita encargos adicionais e mantém previsibilidade para o consumidor no mês.
Condições climáticas e operação do setor elétrico
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avaliou que fevereiro tende a apresentar chuvas mais regulares após um período mais seco que o padrão histórico. A recomposição hídrica, portanto, ocorre em um momento sensível para o armazenamento anual.
Com maior disponibilidade hídrica, o despacho prioriza hidrelétricas, reduzindo o despacho térmico e os custos associados à geração. Além disso, a leitura operacional reforça a decisão regulatória e a estabilidade observada na fatura.
O que sinaliza a bandeira tarifária em fevereiro
O mecanismo das bandeiras tarifárias existe desde 2015 para informar o custo real da energia ao longo do tempo. Quando verde, sinaliza equilíbrio entre oferta e demanda, com menor pressão sobre a conta de luz. Ou seja, representa contas de luz mais baratas no mês seguinte, segundo a Aneel.
Para o consumidor, a bandeira tarifária em fevereiro aponta estabilidade no curto prazo, ainda que o cenário siga condicionado ao regime de chuvas e à gestão dos reservatórios. A leitura do setor indica cautela contínua, com monitoramento climático e operacional para os próximos meses.