O último domingo (15/02) foi marcado por transtornos e tensões no aeroporto mais movimentado do Brasil, quando drones no Aeroporto de Guarulhos (GRU) provocaram a suspensão das operações por três horas e impactaram ao menos 45 voos, segundo a Latam Airlines. A ocorrência começou por volta das 16h, após o avistamento de aproximadamente oito equipamentos na área de decolagem e aterrissagem.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 32 voos precisaram alternar para outros aeroportos e as companhias aéreas cancelaram outros oito.
Impacto dos drones no Aeroporto de Guarulhos
Equipes dos Comandos e Operações Especiais (COE), do Policiamento de Choque atuaram diretamente na ocorrência. As forças de segurança utilizaram um bloqueador de sinal para neutralizar os drones no Aeroporto de Guarulhos e retomar as operações. A GRU Airport informou, em nota, que o terminal voltou a operar normalmente.
A concessionária também alertou que o uso irregular de drones no Aeroporto de Guarulhos coloca em risco a segurança operacional. Além da integridade das pessoas e do tráfego aéreo. Pela regulamentação brasileira, o sobrevoo de drones em áreas aeroportuárias depende de autorização específica.
Suspensão das operações e reação das companhias
As companhias aéreas detalharam os efeitos diretos da presença dos drones no Aeroporto de Guarulhos. A Azul informou que dois voos alternaram para Confins (MG) e Viracopos (SP), enquanto a companhia cancelou outros três. Já a Gol declarou que quatro voos com destino a Guarulhos pousaram em outros aeroportos e depois retornaram, após reabastecimento.
Além disso, a Latam afirmou que a interrupção temporária causada pelos drones afetou 45 voos com origem ou destino ao aeroporto de Guarulhos Segundo a empresa, todos os passageiros receberam assistência conforme as regras da Anac, que disciplinam atendimento em casos de atraso e cancelamento.
O episódio recoloca em debate o desafio de fiscalização diante do aumento do uso civil de aeronaves não tripuladas. Como Guarulhos concentra voos internacionais e conexões estratégicas, qualquer interrupção gera efeito cascata no sistema aéreo brasileiro. Assim, os drones no Aeroporto de Guarulhos expõem uma fragilidade que combina tecnologia acessível, risco à aviação comercial e necessidade de reforço na coordenação entre autoridades e concessionárias.