O PSD amplia sua bancada em São Paulo ao oficializar o compromisso de filiação de sete deputados estaduais, aprofundando a saída de quadros do PSDB e alterando o equilíbrio político na Assembleia Legislativa. O partido anunciou a decisão nesta quinta-feira (5) e antecipou os efeitos da janela partidária prevista para março de 2026.
A articulação teve à frente Gilberto Kassab, presidente nacional do partido e secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão Tarcísio de Freitas, que, até o momento, é candidato a reeleição. Segundo Kassab, a chegada dos parlamentares fortalece a legenda no estado e amplia sua estrutura eleitoral para o próximo ciclo.
Anunciaram a filiação os deputados Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary, Dirceu Dalben, Rogério Nogueira, Mauro Bragato, Barros Munhoz e Carlão Pignatari. Atualmente, seis deputados integram o PSDB, enquanto Dalben é filiado ao Cidadania, partido que mantém federação com os tucanos. A filiação será formalizada em 4 de março de 2026.
Nos bastidores, a movimentação gerou críticas reservadas de lideranças de centro e direita. Para esses grupos, a posição institucional de Kassab no governo paulista amplia a capacidade de atração do PSD. Ainda assim, apenas duas parlamentares resistem à mudança, com Bruna Furlan e Carla Morando permanecendo no partido.
No plano nacional, a declaração do presidente Lula à jornalista Daniele Lima, do UOL, citou Geraldo Alckmin e Fernando Haddad como opções ao governo paulista. O contexto reforça que o PSD amplia bancada em São Paulo com foco em 2026.