Na segunda-feira (02/02), a Câmara dos Deputados aprovou a MP 1.313/25, que cria o Programa Gás do Povo, com 415 votos favoráveis, 29 contrários e duas abstenções. Diante do placar amplamente majoritário e da tramitação acelerada da medida, que segue agora para o Senado, a votação permitiu identificar quem votou contra o Gás do Povo na Câmara, já que os votos contrários ficaram numericamente delimitados, concentrando os votos de rejeição principalmente em parlamentares do PL e do Novo, além de dissidências pontuais em PP, PSDB e União Brasil.
A medida substitui o Auxílio Gás e permite a retirada gratuita de botijões de 13 kg por famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). O governo projeta alcance de 15 milhões de famílias, cerca de 50 milhões de pessoas, com prioridade para beneficiários do Bolsa Família.
Quem votou contra o Gás do Povo na Câmara
A relação dos votos contrários reúne 29 deputados, concentrados principalmente no PL e no Novo. Entre os nomes estão Nikolas Ferreira (PL-MG), Bia Kicis (PL-DF), Mario Frias (PL-SP), Kim Kataguiri (União-SP), Guilherme Derrite (PP-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
O Novo foi o único partido a orientar formalmente voto contra. No PL, a maioria dos parlamentares contrários integra o núcleo mais ideológico da legenda. Houve ainda dissidências pontuais em PP, PSDB e União Brasil, que, no geral, apoiaram a matéria.
Placar expõe alinhamentos no plenário
Enquanto os deputados que votaram contra o Gás do Povo ficaram restritos a um grupo específico, a aprovação reuniu base governista e partidos do Centrão. MDB, PSD, PP, União Brasil, Republicanos, PDT e PSB votaram majoritariamente a favor, além das bancadas de esquerda (PT, PSOL, PCdoB, PV e Rede).
Durante a sessão, apenas um discurso contrário foi registrado em plenário. Luiz Lima (Novo-RJ) afirmou que o partido vê risco de mau uso de recursos públicos. Já Alberto Fraga (PL-DF), que atuou como líder do PL, reconheceu críticas internas ao texto, mas afirmou que não havia ambiente político para rejeitar integralmente a proposta.
O programa prevê três modalidades de apoio, dinheiro, gratuidade e cocção de baixo carbono, e detalha regras de credenciamento de revendas, fiscalização pela ANP e uso de dados fiscais via Receita Federal. A União poderá contratar a Caixa Econômica Federal e a Dataprev para operacionalizar o modelo.