Bancada do PT assina CPI e CPMI do Master para investigar fraudes

A Bancada do PT assina CPI e CPMI do Master após fechar questão na Câmara, reforçando a pressão política e levando a apuração para o rito formal do Congresso Nacional.
Bancada do PT assina CPI e CPMI do Master no Congresso Nacional
Sede do Congresso Nacional, onde a bancada do PT decidiu assinar os pedidos de CPI e CPMI para investigar o Banco Master. Foto: Reprodução/Senado Federal

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) assinou a CPI e CPMI do Master após reunião realizada nesta terça-feira (03/02), ao fechar questão em favor da abertura de investigações formais sobre as operações do Banco Master no Congresso Nacional. A decisão vincula a atuação dos deputados petistas tanto na Câmara quanto em comissões mistas.

O posicionamento consolida um alinhamento interno que vinha sendo tratado de forma reservada nas últimas semanas. Parlamentares avaliavam que o avanço das apurações se tornara politicamente incontornável diante do acúmulo de questionamentos e da pressão por respostas institucionais sobre o caso.

Bancada do PT assina CPI e CPMI do Master

Na prática, a bancada decidiu subscrever dois requerimentos distintos. O primeiro trata da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), protocolada com 201 assinaturas na segunda-feira (02/02). O segundo refere-se à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), proposta pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS).

Ao assumir posição formal, o PT passa a atuar de forma coordenada para viabilizar a instalação das comissões. A leitura interna indica que o gesto altera o equilíbrio político do tema. Com isso, eleva o custo para bancadas que adotavam cautela ou aguardavam negociações de bastidores.

A definição também ocorreu em um momento simbólico para o partido. Na mesma reunião, Lindbergh Farias (PT-RJ) oficializou a transição da liderança da bancada para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), que assume o cargo já com a orientação consolidada.

Investigação no rito do Congresso

Lindbergh afirmou a jornalistas que os petistas não pretendem atuar de forma defensiva no caso. Segundo ele, o governo já conduz apurações por meio da Polícia Federal e da Receita Federal, o que, em sua avaliação, reforça a legitimidade do avanço do tema no Parlamento.

Ao mesmo tempo, o PT decidiu não apoiar o pedido de CPMI apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), da oposição. A escolha indica uma tentativa de delimitar o escopo político das investigações e evitar sobreposição de iniciativas com viés partidário distinto.

As declarações ocorreram em frente à residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O gesto acompanhou a condução de Pedro Uczai à reunião do colégio de líderes e deu caráter público à sinalização política.

Bancada do PT assina CPI e CPMI do Master

Com a decisão, a bancada do PT assina CPI e CPMI do Master como parte de uma estratégia para enquadrar o caso dentro do rito institucional do Congresso. A avaliação entre dirigentes é de que a formalização das comissões reduz a dispersão do debate e concentra a apuração sob regras regimentais claras.

O movimento também reposiciona o tema no tabuleiro político ao deslocar a discussão para instâncias formais de investigação, onde a correlação de forças passa a ser decisiva para os próximos passos.

Foto de Ramylle Freitas

Ramylle Freitas

Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua na cobertura de política e geopolítica no J1, com produção de conteúdos analíticos voltados ao cenário institucional, relações internacionais e dinâmicas de poder. Também colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), reforçando o compromisso com apuração rigorosa e checagem de fatos.

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