Agentes de imigração são afastados após a morte de um manifestante atingido por cerca de dez disparos durante um protesto em Minneapolis, nos Estados Unidos. O episódio levou o Departamento de Segurança Interna a retirar dois agentes federais de suas funções operacionais após a divulgação de vídeos que levantaram questionamentos sobre o cumprimento dos protocolos de uso da força.
A decisão ocorreu depois da divulgação de vídeos que mostram a atuação dos agentes no confronto. As imagens passaram a circular nas redes sociais e levantaram questionamentos sobre o cumprimento de protocolos de uso da força, o que levou à reavaliação administrativa do caso.
Agentes de imigração são afastados e investigação avança
As autoridades federais transferiram os agentes envolvidos para atividades administrativas enquanto analisam o episódio. Segundo informações atribuídas a fontes oficiais, o afastamento ocorreu como medida preventiva, sem divulgação prévia de providências semelhantes em casos anteriores.
As autoridades identificaram o manifestante morto como Alex Pretti. Inicialmente, versões internas indicavam que ele teria reagido à abordagem, mas os vídeos divulgados contradizem essa narrativa. A partir disso, autoridades locais e federais passaram a discutir possível violação de protocolos operacionais.
Resposta da Casa Branca e disputa institucional
O caso ganhou dimensão política após declarações de integrantes da Casa Branca. Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto, afirmou que o governo acompanhava o episódio e classificou a morte como assassinato, usando a expressão “terrorista doméstico” ao se referir à vítima, afirmação que exige atribuição direta.
Paralelamente, o presidente Donald Trump voltou a atacar o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey. O presidente afirmou que o gestor municipal “brinca com fogo” ao declarar que a cidade não aplicará leis federais de imigração, intensificando o embate entre governo federal e administrações locais.
Autoridades afastam agentes de imigração em cenário de tensão
Jacob Frey reafirmou que Minneapolis manterá sua política local sobre imigração. A declaração ocorreu em um contexto de pressão política crescente, no qual cidades governadas por democratas resistem à aplicação direta das diretrizes federais.
A defesa da atuação dos agentes partiu de Gregory Bovino, supervisor da Patrulha da Fronteira. Ele defendeu a atuação policial e afirmou que os agentes agiram diante de uma situação considerada de risco, versão contestada após a circulação das imagens.
O afastamento ocorre enquanto a Casa Branca recalibra sua estratégia migratória. O afastamento de agentes de imigração ocorre em um ambiente marcado por protestos, disputas jurídicas e uso político de episódios letais, mantendo o tema em debate institucional nos Estados Unidos.