Nesta quarta-feira (28/01), o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra Teerã ao afirmar que o país precisa aceitar um acordo que exclua armas nucleares para evitar uma nova ofensiva militar. No mesmo recado, Trump ameaça Irã ao dizer que “o tempo está se esgotando” e que, sem negociação, o próximo ataque americano seria “muito pior”, segundo escreveu na Truth Social.
O recado público veio acompanhado de referência a ações passadas. Trump lembrou que, após um aviso anterior, Washington executou uma ofensiva militar, citando a Operação Midnight Hammer, realizada em junho do ano passado. Segundo ele, a repetição do cenário elevaria o custo para o Irã, ao mesmo tempo em que manteria aberta a alternativa diplomática.
Trump ameaça Irã e reposiciona o poder militar
Ao mesmo tempo em que Trump ameaça Irã, o Pentágono desloca um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões Abraham Lincoln para o Oriente Médio. O presidente descreveu a frota como maior do que a enviada à Venezuela e “pronta, disposta e capaz” de cumprir sua missão rapidamente, se necessário.
Autoridades de defesa avaliam que o envio amplia as opções militares dos EUA em um contexto de tensão regional. A leitura em Washington é que a combinação entre presença naval e discurso direto busca impor um cálculo de risco imediato a Teerã, sem fechar formalmente o canal político.
Resposta iraniana rejeita diálogo sob coerção
Do lado iraniano, o chanceler Abbas Araghchi negou contatos recentes com o enviado especial americano Steve Witkoff e afirmou que o país não solicitou negociações. Em declarações à TV estatal, disse que a diplomacia “não avança sob ameaças militares”, condicionando qualquer diálogo à retirada de exigências consideradas excessivas.
A missão do Irã junto à ONU adotou tom semelhante. Em nota, afirmou estar pronta para o diálogo com base no respeito mútuo, mas advertiu que responderá caso seja pressionada. Relatos de contatos informais circulam, mas Teerã nega tratativas formais em curso.
Leia também: Trump exige fim de “resistência e caos” em meio a protestos contra o ICE em Minnesota
Trump ameaça Irã em meio à instabilidade regional
Enquanto Trump ameaça Irã, o país persa enfrenta forte instabilidade interna. Organizações de direitos humanos contabilizam mais de 6 mil mortos em protestos contra o governo, número contestado pelo regime. Analistas apontam que esse quadro doméstico integra o cálculo estratégico de Washington ao elevar o custo de uma recusa iraniana.
Pressão americana sobre Teerã
A estratégia combina pressão militar, dissuasão naval, acordo nuclear, diplomacia coercitiva, Oriente Médio, porta-aviões, segurança regional e negociações internacionais. Trump ameaça Irã para testar limites: manter a iniciativa política, elevar o risco do confronto e preservar a opção de um acordo sem armas nucleares.