O preço do gás natural vendido pela Petrobras às distribuidoras terá redução de 7,8% a partir de fevereiro, segundo anúncio feito pela estatal nesta terça-feira (27/01). A informação foi confirmada pela diretora de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Angélica Laureano, durante evento no Rio de Janeiro e reflete a atualização trimestral prevista nos contratos firmados com as distribuidoras.
O ajuste ocorre porque os contratos indexam a parcela do preço do gás natural referente à molécula às variações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$. Assim, oscilações no mercado internacional de petróleo e no câmbio impactam diretamente o valor final praticado pela companhia. Nesse momento, o mercado global opera sob maior cautela, com analistas projetando o Brent em torno de US$ 60 em 2026. O que, portanto, contribui para pressões de baixa.
Além disso, o corte no preço do gás natural ocorre em um contexto mais amplo de ajustes nos combustíveis. Na véspera, a Petrobras anunciou redução de 5,2% no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Com isso, o valor médio passou a ser de R$ 2,57 por litro, representando uma queda de R$ 0,14 por litro. Já o diesel teve seus preços mantidos no curto prazo, embora acumule, desde dezembro de 2022, uma redução real de 36,3%, já descontada a inflação.
Preço do gás natural e os principais pontos do reajuste
- Redução de 7,8% aplicada a partir de fevereiro
- Atualização trimestral prevista em contrato
- Indexação ao Brent e ao câmbio R$/US$
- Impacto direto sobre distribuidoras e contratos de fornecimento
Nesse cenário, o corte no preço do gás natural tende a aliviar custos para empresas do setor de energia, indústrias e concessionárias, especialmente aquelas com contratos indexados à molécula do gás. Ao mesmo tempo, a decisão reforça a política da Petrobras de alinhar seus preços às condições de mercado, sem intervenções administrativas diretas.
Enquanto isso, no mercado financeiro, a leitura foi positiva. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiam mais de 2% nesta terça-feira, acompanhando o aumento do fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira. Assim, o ajuste no preço do gás natural reforça a sinalização de aderência a critérios econômicos e contratuais, com impacto direto sobre o setor energético e a percepção dos investidores.