Os golpes ligados à Gol fazem parte de uma história paralela à trajetória institucional da companhia aérea, cujo fundador, Constantino de Oliveira Júnior, morreu no último sábado (24/01), em São Paulo. Os episódios ocorreram fora da estrutura da empresa e envolveram o uso indevido de seu nome ao longo dos anos.
Constantino Júnior morreu aos 57 anos após anos de tratamento contra um câncer, conforme a companhia aérea. Fundador da companhia em 2001, ele construiu uma trajetória ligada à profissionalização do setor aéreo e à consolidação do modelo de baixo custo no Brasil.
Golpes ligados à Gol e o episódio do falso herdeiro
Entre os golpes ligados à Gol, o mais conhecido envolve Marcelo Nascimento da Rocha, que ficou nacionalmente famoso ao fingir ser irmão do dono da companhia no início dos anos 2000. O caso ganhou repercussão após o Recifolia, em Recife, quando o golpista assumiu a identidade de “Henrique Constantino”.
Na ocasião, Marcelo circulou entre empresários, artistas e celebridades, concedeu entrevistas e demonstrou conhecimento operacional sobre a companhia aérea. A farsa só foi interrompida após a Polícia Federal desconfiar da história, culminando em sua prisão no Aeroporto Santos Dumont.
Leia também: Morre Constantino Junior, fundador da Gol que comandou a empresa por duas décadas
Do poder institucional à apropriação fraudulenta
A trajetória de Constantino Júnior e o episódio envolvendo o falso herdeiro ilustram usos distintos do nome da Gol em contextos institucionais e informais. De um lado, um empresário que estruturou governança, liderou conselhos e integrou a criação do Grupo ABRA, holding que reúne Gol e Avianca.
Do outro, um indivíduo que utilizou indevidamente o nome da companhia para acessar eventos, serviços e relações pessoais. Marcelo Nascimento da Rocha morreu recentemente, no dia 09 de dezembro de 2025, aos 49 anos, em decorrência de cirrose hepática, encerrando uma trajetória marcada por identidades falsas e estelionatos.
Golpes ligados à Gol e a memória pública da marca
Embora sem relação direta com a gestão da companhia, os golpes ligados à Gol revelam como grandes marcas extrapolam o ambiente empresarial e passam a operar também no campo simbólico. Embora sem relação com a gestão da companhia, os golpes ligados à Gol ocorreram fora da estrutura institucional da empresa e envolveram o uso indevido de seu nome.
Os dois episódios, registrados em momentos distintos, envolvem personagens associados ao nome da companhia por razões diferentes. No setor aéreo, onde confiança é ativo central, histórias paralelas tendem a ressurgir em momentos de ruptura.