Fim da guerra na Ucrânia entra em negociação durante reunião entre EUA, Rússia e Kiev

O fim da guerra na Ucrânia passou a ser tratado em negociação direta entre EUA, Rússia e Kiev, em Abu Dhabi, testando os limites políticos das partes após quase quatro anos de conflito.
fim da guerra na Ucrânia é discutido em negociação entre EUA, Rússia e Ucrânia

O fim da guerra na Ucrânia passou a ser discutido em um formato inédito nesta sexta-feira (23/01), quando representantes dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia se reuniram em Abu Dhabi para uma negociação direta. O encontro marca a primeira vez, desde 2022, que os três países sentam à mesa com o objetivo explícito de discutir o encerramento do conflito.

A rodada ocorre após uma intensificação dos contatos entre Washington e Moscou. Na noite anterior, o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, manteve uma reunião prolongada com Vladimir Putin. Após o encontro, integrantes do governo americano indicaram que as conversas estariam concentradas em um ponto ainda não resolvido.

Fim da guerra na Ucrânia e a abertura do diálogo direto

O fim da guerra na Ucrânia entrou na agenda formal sem a presença inicial dos chefes de Estado, mas com delegações de alto nível político e militar. A mediação americana busca restabelecer um canal direto entre Kiev e Moscou, interrompido desde o início da invasão em larga escala.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os negociadores discutem condições gerais para encerrar o conflito, incluindo controle territorial e garantias de segurança. Segundo ele, não há disposição para aceitar perdas de áreas ainda sob controle ucraniano, posição reiterada publicamente antes da reunião.

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Negociação para encerrar o conflito sob pressão

A Rússia deixou clara sua posição por meio do Kremlin. O assessor presidencial Yuri Ushakov afirmou que não vê possibilidade de acordo duradouro sem uma definição sobre território. Ao mesmo tempo, Moscou sustenta que continuará avançando seus objetivos militares enquanto não houver entendimento político.

O almirante Igor Kostyukov, chefe da inteligência militar, lidera a delegação russa, indicando o peso estratégico atribuído à negociação. Do lado ucraniano, Kiev enviou uma equipe composta por autoridades civis, diplomatas e chefes militares, coordenada por Andrii Hnatov, chefe do Estado-Maior General.

Fim da guerra na Ucrânia no cálculo americano

Para Washington, o fim da guerra na Ucrânia tornou-se parte central do cálculo político internacional. Witkoff afirmou, em Davos, que as tratativas estariam resumidas a uma única divergência, avaliação confirmada posteriormente por um funcionário europeu, que apontou a questão territorial como o ponto pendente.

Trump disse acreditar que o encerramento do conflito está próximo, apesar de já ter feito avaliações semelhantes no passado sem que elas se concretizassem. Paralelamente, Zelensky declarou que avançou com o presidente americano em garantias de segurança para o período pós-guerra, incluindo defesa aérea.

Encerramento do conflito e próximos passos

O contraste entre o discurso americano mais otimista e a posição rígida do Kremlin indica que o fim da guerra na Ucrânia segue condicionado a concessões difíceis. A negociação em Abu Dhabi funciona, neste momento, como um teste de limites políticos, mais do que como sinal imediato de desfecho.

Relatórios e análises internacionais sobre a evolução da guerra mostram como o impasse diplomático se mantém mesmo diante de sucessivas rodadas de negociação.

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Ramylle Freitas é jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atua na cobertura de política e geopolítica no J1, com produção de conteúdos analíticos voltados ao cenário institucional, relações internacionais e dinâmicas de poder. Também colabora com a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), reforçando o compromisso com apuração rigorosa e checagem de fatos.

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